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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Flow-Blue - Borrão Azul


Conhecida entre nós com a denominação de "Louça de Borrão", ou simplesmente "Azul Borrão", essas louças de origem inglesa foram largamente usadas nas mesas brasileiras no começo do século XIX, até o começo do século XX. 

Sua coloração era obtida do cobalto, metal acinzentado, de uso dos oleiros chineses desde o século XVI, que a adotavam nas decorações de suas louças, parcialmente, com desenhos de cenas, folhagens, pássaros e outros elementos decorativos, ou como elementos decorativos, ou como elementos decorativos, ou como elemento básico  de cor uniforme, que depois recebia decorações a ouro.


Os ingleses, viajando para o Oriente, trouxeram de lá peças em azul e branco, que ganham popularidade entre a nobreza e também na plebe. Face à distância da China, logo, logo foram fundadas, na Inglaterra, várias fábricas que, tentando copiar as peças chinesas em azul e branco, introduziram no país o gosto por este tipo de louça.

A princípio, os mestres oleiros ingleses foram obrigados a importar o cobalto, matéria essencial para a criação dessa coloração. Sem conhecimento profundo do uso da substância, eles aplicavam o cobalto no biscoito, fazendo com que as peças, assim executadas, recebendo cargas diferentes de tonalidade do metal, ficassem "infiltradas" ou "borradas". Daí a denominação que recebeu entre nós de “louça de borrão", ou de flow-blue, entre os ingleses. Com a descoberta de jazidas de cobalto, na cidade de Truro, na Inglaterra, em 1775, ele passou a ser usado em larga escala na louça decorada com azul, que, popularizada no país, passou a ser também exportada.


Em 1818, havia mais de 140 artesãos-oleiros nas fábricas de Stalgorshire, todas elas dedicadas ao fabrico de louças em azul-cobalto. Dois anos depois, Josiah Wedgwood II criava um novo e definitivo processo para a fabricação desse tipo de azul, que ficou conhecido como Flowing Blue, Flow-Blue ou Flower Blue e que consistia na colocação, dentro do forno em que  a louça ia ser queimada, de uma mistura volátil que, ao ser aquecida, se evaporava. Isto fazia a cor se derramar para fora das linhas do desenho, produzindo o efeito de "infiltrado". Assim, os oleiros puderam controlar a coloração com azul-cobalto por muitos anos, garantindo esse efeito especial. O que eles não conseguiram foi uma infiltração idêntica em todas as peças, o que torna muito difícil encontraram num mesmo aparelho, peças rigorosamente iguais. Existem dois tipos de flow-blue: o antigo e o novo.


A cerâmica é a base das peças mais antigas, grossas, pesadas e, em certos casos, irregulares. Eram peças de uso diário, sem grande requinte na feitura e puramente utilitárias. O tipo novo tinha como base a meia-porcelana e data da segunda metade do século XIX. O desenho é mais nítido, aparecendo o ouro guarnecendo a borda das peças, em filetes ou pulverizado. No Brasil, foram de uso corrente pesadas sopeiras, sempre acompanhadas de uma travessa própria: o présentoir.





Com o passar do tempo a pintura inglesa ficou marcada por sua precisão em detalhes e acabamentos, com cores nos tons azul e branco imprimindo cenas campestres, da natureza e do cotidiano. Novas técnicas, procedimentos, desenhos e inspirações foram adquiridos.

Hoje em dia, há relíquias em museus, jogos de jantar e de chá, jarras, enfeites, vasos e diversos produtos tradicionais e inovadores feitos a partir da porcelana. Mas podemos também encontrá-la em diferentes propostas decorativas charmosas na atualidade.






Peças da verdadeira Flow-Blue, são encontradas hoje em antiquários, vendidas pela internet em sites de compra. Mas cuidado para não ser enganado! As peças verdadeiras geralmente são caras!

Caso goste da Porcelana Azul e Branca, segue a dica:




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